Como vai funcionar o nosso Mandato Popular Participativo?

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Texto de FELIPE MUNHOZ

Em toda eleição é a mesma história: os candidatos dizem que representam o “novo” ou o “diferente”. Mas eu e você sabemos que isso não é bem assim. São sempre os mesmos políticos, que só largam o osso quando morrem ou quando alguém os pega com a boca na botija.

Nós temos uma ideia de modificar o modo como a política deve ser feita e como o mandato de um vereador deverá DEMOCRATIZAR as decisões do vereador.

Queremos propor um outro modo de representação cujo candidato seja apenas um dos membro de um grande grupo, que toma decisões de maneira coletiva.

Como vai funcionar? Simples: a ideia é tão velha que remonta a Grécia Antiga.

Propomos a criação de 3 núcleos de debate e articulação política.

O primeiro núcleo, e o maior deles, será a Assembleia Geral Participativa, composta por TODOS os cidadãos que apoiam o mandato. Ela se reunirá duas vezes ao ano, para propor e deliberar os rumos da candidatura. Nas assembleias, a democracia é direta por maioria simples.

Dessa Assembleia Geral, serão criados outros dois outros núcleos que deverão se reunir com maior frequência.

O Conselho, que ficará responsável por desenvolver as propostas e reclamações colhidas nas Assembleias Gerais, verificando sua possibilidade de execução e os caminhos mais eficazes para a solução dos problemas. Os membros do Conselho serão eleitos durante a Assembleia Geral, contendo representantes independentes, ligados aos partidos políticos, aos movimentos sociais e demais entidades que apoiaram a campanha.

Esse núcleo transmitirá as resoluções e pesquisas ao último núcleo, composto por assessores e pelo próprio vereador. Eles darão encaminhamento final às propostas, pautando soluções na Câmara e cobrando todos os envolvidos na administração pública.

Com exceção do vereador, todos os membros desses dois núcleos serão escolhidos por eleição durante a Assembleia Geral, e por eleição entre as organizações envolvidas no mandato. Os membros desses dois últimos núcleos serão temporários, devendo ser substituídos periodicamente.

É desse modo que queremos alterar RADICALMENTE o modo de fazer política. Precisamos democratizar TODOS os cargos eletivos, trabalhando nas brechas do sistema, para torná-lo mais humano, que atenda os interesses das pessoas, efetivamente.

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